Ser-Fazer-Ter
Leia devagar e com atenção, interpretando o texto lido. É Deus lhe ensinando!
Quase todas as pessoas acham que se “têm” uma coisa (mais tempo, dinheiro, amor, etc.), podem finalmente “fazer” outra coisa (escrever um livro, ter um passatempo, tirar férias, comprar uma casa, ter um relacionamento), o que lhes permite “ser” algo (felizes, tranquilas, alegres ou apaixonadas).
Na verdade, estão invertendo o paradigma Ser-Fazer-Ter. No universo o que realmente ocorre (ao contrário do que pensam) é que o “ato de ter” não produz o “ato de ser”, mas o “ato de ser” produz o “ato de ter”.
Primeiro você “é” (ser) o que chama de “feliz” (ou inteligente, sábio, compassivo, ou seja lá o que for), depois começa a “fazer” coisas de acordo com esse “modo de ser” – e logo descobre que aquilo que está fazendo lhe proporciona as coisas que sempre desejou “ter”.
A forma de iniciar esse processo criativo (e é isso que é... o processo de criação) é pensar no que você deseja ”ter”, perguntar-se o que acha que “seria” se o “tivesse” e começar imediatamente a sê-lo.
Na vida, você não tem de fazer coisa alguma. Tudo é uma questão do que você está “sendo”. A pessoa que está “sendo” feliz, parece ter tempo para “fazer” tudo o que é realmente importante, “ter” todo o dinheiro de que precisa e amar o suficiente para durar uma vida inteira.
Decidir antecipadamente o que você escolhe “ser” o produz em sua experiência. Quando você age como se fosse o que quer “ser”, torna-se o que quer “ser”. Só que você não pode realmente “fingir”. Suas ações têm que ser sinceras (verdadeiras), seja sincero em todas as suas ações, caso contrário não se beneficiará com elas (o universo não aceitará isso).
Mas não é porque se não fizer isso EU não irei “recompensá-lo”. Como sabe, DEUS não “recompensa” ou “pune”. Mas a Lei Natural (o universo) exige que o corpo, a mente e o espírito estejam unidos no pensamento, na palavra e na ação para o processo criativo funcionar.
O que escolhe para si mesmo, dê para outra pessoa; se escolher ser feliz, faça a felicidade de outra pessoa; se escolher ser próspero, faça outra pessoa prosperar; se escolher mais amor em sua vida, faça outra pessoa ter mais amor na vida dela. Faça isso sinceramente – não em benefício próprio, mas porque de fato deseja essas coisas para a outra pessoa – e receberá tudo que der.
O próprio ato de dar algo o faz experimentar o que tem. Como não pode dar o que não tem, sua mente chega a uma nova conclusão, uma Nova Ideia sobre você – de que deve “ter”, ou não poderia “dá-lo”. Seja o que for que você estiver “sendo”, está criando. Contudo, quando você dá alguma coisa para outra pessoa com pureza de coração – porque percebe que ela a deseja e deveria tê-la – descobre que a tem para dar. E essa é uma grande descoberta.
EU estou sempre em contato com os seus desejos mais profundos e sempre os realizo, mesmo quando vocês fazem alguma coisa que poderá causar a sua morte – se esse for o seu desejo mais profundo, é o que terão: a sua experiência de “morrer”. Vocês não podem “se prejudicar”. São incapazes disso. O “prejuízo” é uma reação subjetiva, não um fenômeno objetivo. Vocês podem experimentar o “prejuízo” em qualquer situação, mas essa é uma escolha totalmente sua. Quando você “se prejudicou” foi porque desejou fazê-lo, estou falando em um nível muito elevado, esotérico.
Todos os fenômenos objetivos são atraídos por você inconscientemente; todos os eventos criados por você inconscientemente. EU lhe digo que nada pode acontecer em sua vida que não seja uma oportunidade perfeita de você curar, criar ou experimentar algo que deseja curar, criar ou experimentar para ser Quem Realmente É. Qualquer aspecto da Divindade que deseja ser é Quem Você É.
Agora EU, como DEUS, nunca interferirei em suas escolhas – mas sempre saberei quais são. Então você pode presumir que se uma coisa acontece foi perfeito ter sido assim – porque nada escapa da perfeição no mundo de Deus. O projeto de sua vida – as pessoas, localidades e ocorrências nela – foi perfeitamente criado pelo criador perfeito da própria perfeição: você. E por Mim... em Você, como você e através de você.
Se desejasse tudo que sua alma desejasse, as coisas seriam muito simples. Se prestasse atenção á parte de você que é “puro espírito”, todas as suas decisões seriam fáceis, e todos os resultados seriam agradáveis, por que... as escolhas do “puro espírito” são sempre as mais elevadas.
Sua mente pode fazer – e faz – escolhas em um pelo menos três níveis interiores: os da lógica, intuição e emoção. E às vezes em todos os três – criando a possibilidade de até mesmo, mais conflitos interiores. E dentro de um desses níveis – o da emoção – há outros cinco, que são emoções naturais, a saber: pesar, raiva, inveja, medo e amor. Mesmo incluindo o medo e amor, contudo as outras três são consequências dessas duas. Em última análise, todos os pensamentos são determinados pelo amor e medo. Todas as ideias, interpretações, decisões e escolhas se baseiam em um delas.
A lógica.
É o discernimento do raciocínio, o conhecimento adquirido e apurado, é a definição da verdade ao distinguir as variações de temas em discussões.
A intuição.
É a percepção clara de verdade no ato de ver as coisas. É usar o amor (pressentir) para definir entre duas opções distintas.
A emoção.
1- Amor. Na verdade o amor é tudo que há, até mesmo o medo é uma consequência do amor e, quando usado de modo eficaz, o expressa. Por exemplo: quando uma mãe impede que seu filho morra atropelado, as duas emoções estão expressas, o “medo” de que o filho morra e o “amor” de lutar para salvá-lo. No final prevalece então, que o medo em sua forma mais elevada se torna amor... é amor... expressado como medo. De igual modo, subindo na escala das emoções naturais, o pesar, a raiva e a inveja, também são uma forma de medo, que no final são uma forma de amor. O amor é uma emoção natural (Como Deus, que é o Amor Absoluto), mas constantemente reprimido se transforma em possessividade, uma emoção muito antinatural. O amor é ilimitado. Não há início nem fim para ele. Não tem o antes e o depois. O amor sempre foi, é e será. É a realidade do sempre. Você é a vida expressando a vida, o amor expressando o amor, Deus expressando Deus.
2- Medo. É uma emoção natural. O objetivo do medo natural é produzir um pouco de cautela. A cautela é uma ferramenta que ajuda o corpo a viver. E uma consequência do amor por si mesmo. O medo constantemente reprimido se transforma em pânico, uma emoção muito antinatural. O medo é uma Falsa Evidência Parecendo Real. É o que você não é. É o oposto do amor que você criou em sua realidade para poder conhecer experimentalmente O Que Realmente É.
3- Pesar. É uma emoção natural. É a parte de você que lhe permite dizer adeus quando não deseja fazer isso. Expressar a tristeza em seu íntimo, causada pela experiência de qualquer tipo de perda. Quando a expressa você se livra dela. O pesar constantemente reprimido se transforma em depressão crônica, uma emoção muito antinatural. Devido a isso muitas pessoas matam, guerras começam e nações inteiras se tornam decadentes.
4-Raiva. É uma emoção natural. É a ferramenta que lhe permite dizer “não, obrigado”. Não tem de ser abusiva e nunca deve prejudicar outra pessoa. A raiva constantemente reprimida se transforma em ódio, uma emoção muito antinatural.
5- Inveja. É uma emoção natural. É a ferramenta que lhe permite desejar fazer uma coisa de novo; tentar ainda mais; continuar tentando até ser bem-sucedido. É muito sadio e natural ser invejoso. A inveja constantemente reprimida se torna em ciúme, uma emoção muito antinatural. Entenda que tudo isso foi dito por Deus, através de Neale, para que nós possamos entender toda a lógica do que seja nossa vida em comum com a vida de outro; lembrando que nesta mensagem ou ensinamento não tem nenhuma regra a ser seguida, mas oferece uma oportunidade esclarecedora de como Ser-Fazer-Ter.
Livro III “Conversando com Deus”, de Neale Donald Walsch, (trechos entre a pg 27 até pg 40).

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